Perfil clínico

 

O Labrador está predisposto às seguintes doenças:

Seborréia Idiopática Primária
Dermatose exfoliativa caracterizada pelo descolamento anormal ou excessivo das células da pele e hiperproliferação das glândulas sebáceas, resultando no quadro clínico de descamação cutânea.

Obesidade
Presença de gordura em excesso suficiente para comprometer a função fisiológica normal do organismo, ou predispor a problemas metabólicos, cirúrgicos e/ou mecânicos. Um cão é considerado obeso quando ele pesa 40% a mais do que o seu peso corporal considerado ideal.

Síndrome de Dilatação Gástrica e Vôlvulus
Processo aonde o estômago dilata e gira (torção gástrica) em torno de seu eixo central levando a mudanças fisiológicas e patológicas locais e sistêmicas. É um quadro emergencial.

Ruptura do Ligamento Cruzado
Labradores com menos de 4 anos de idade têm uma incidência aumentada de ruptura do ligamento cruzado que leva a uma parcial ou total instabilidade da articulação do joelho.

Displasia de Válvula Tricúspide
Doença cardíaca congênita onde se tem uma má formação da válvula tricúspide (válvula localizada no coração entre o átrio direito e o ventrículo direito) podendo levar à insuficiência cardíaca direita.

Epilepsia Idiopática
Disfunção primária cerebral caracterizada por convulsões recorrentes sem haver lesão morfológica no cérebro. O cérebro encontra-se normal estruturalmente mas não funcionalmente.

Hipotireoidismo
Doença caracterizada por atrofia ou mau funcionamento da glândula tireóide, tendo como consequência várias alterações sistêmicas 

 

Quais as doenças geneticas comuns dos Labradores ?

O Labrador é uma raça muito resistente às gastroenterites infecciosas como a Parvovirose e a Coronavirose. As doenças de transmissão hereditária mais comuns são a  Displasia Coxofemoral, a Displasia de Cotovelo, a Atrofia Retiniana Progressiva, e a Catarata. Devido ao Labrador adorar nadar e ao seu tipo de orelha, eles possuem uma tendência a apresentarem otites. Uma outra característica importante é a tendência a  obesidade, que deve ser evitada pois pode trazer vários problemas para a saúde do animal.

 

- O que é a Displasia Coxofemoral?

A Displasia Coxofemoral é uma doença que afeta principalmente animais de médio e  grande porte. Devido a uma instabilidade articular presente na região, ocorre uma má formação da articulação do fêmur com o acetábulo, levando a Displasia. Existem várias etiologias que podem levar a instabilidade articular, entre elas a Genética (herânça  poligênica quantitativa), alterações hormonais, as dietas de alta densidade (elevados  níveis de proteína, cálcio, fósforo, energia), e a deficiência de vitâmina C (não formará  corretamente os ligamentos, tendões). É importante ressaltar que a Displasia Coxofemoral é um problema genético em primeiro lugar, e os demais fatores podem piorar o quadro da doença se o animal tiver a predisposição genética. 

    Os sintomas são variados, e nem sempre são compatíveis com o achado radiológico. Podem ocorrer dificuldade para andar, correr, subir escadas; dorso arqueado;hipertrofia de anteriores e atrofia dos posteriores; aumento de volume na região do trocânter maior do fêmur; dor na região da articulação. 
O laudo de displasia deve ser feito após o animal ter completado o seu desenvolvimento ósseo (15-18 meses), e a classificação é a seguinte:

- HD  -, A, OFA excelent e good   : animal normal; 
- HD+/-, B, OFA fair e boderline   : animal suspeito; 
- HD +, C, OFA mild   : displasia leve (aceita-se o acasalamento) 
- HD ++, D, OFA moderate  : displasia média (não pode acasalar) 
- HD +++, E, OFA severe  : displasia grave (não pode acasalar)